fbpx

O americano George J. Laurer, que nos anos 1970 desenvolveu o código de barras para agilizar a cobrança de produtos nos caixas de lojas e supermercados, morreu no início do mês, aos 94 anos.

O enterro do engenheiro eletricista, que faleceu no dia 5 de dezembro, ocorreu nesta segunda-feira, na cidade de Wendell, Carolina do Norte, segundo seu obituário.

Laurer é conhecido como o inventor do “Universal Product Code”, conhecido como UPC ou código de barras, que aparece impresso em muitos produtos comercializados no planeta.

O inventor começou a trabalhar na IBM nos anos 50, e se tornou engenheiro senior da empresa em Raleigh, capital da Carolina do Norte.

“Poucos anos depois, em 1973, Laurer liderou o desenvolvimento do agora símbolo UPC, que revolucionou praticamente todas as indústrias do mundo”, assinala a IBM em seu site.

Outro funcionário da IBM, o engenheiro-mecânico Norman Woodland, falecido em 2012, é considerado o pioneiro do conceito do código de barras.

Em 1952, Woodland patenteou a ideia, baseada no código Morse, mas ainda não existia a tecnologia necessária para sua aplicação.

Duas décadas depois, o conceito se tornou viável quando Laurer começou a trabalhar em um scanner para ler os códigos digitalmente.

A IBM lançou o produto em 1973 e a primeira transação com um código de barras ocorreu em 26 de junho do ano seguinte, em um supermercado da cidade de Troy, Ohio.

Era uma goma de mascar que hoje está exposta no museu nacional Smithsonian de história americana, em Washington.

Como funciona

O código de barras é uma representação gráfica de dados numéricos ou alfanuméricos. A decodificação é realizada por um leitor eletrônico que emite um raio vermelho e que percorre todas as barras. Onde a barra for escura, a luz é absorvida; onde a barra for clara (espaços), a luz é refletida novamente para o leitor.

Os dados capturados nessa leitura óptica são compreendidos pelo computador, que por sua vez converte-os em letras ou números legíveis. A utilização é muito comum em diversas áreas, desde a indústria é largamente utilizado no comércio e serviços.

Os códigos de barras do tipo EAN-13 servem como identificação de seu produto no sistema de Ponto de Vendas dos lojistas. Qualquer produto, como alimentos, CDs e DVDs, produtos naturais, verduras e legumes, roupas e vestuários, sapatos, entre outros, utilizam códigos de barras EAN-13. As únicas exceções são livros e medicamentos controlados.

Também conhecido como GTIN-13, esse código de barras é usado no mundo todo.

No Brasil

O Código Nacional de Produtos (código de barras) foi introduzido formalmente em 29 de novembro de 1984.

Esse código possui uma característica interessante: uma vez criado o código de identificação do produto, você jamais poderá alterá-lo, ou seja, ele nasce e morre com o item.

Portanto, o gerenciamento e controle dos GTINs são de extrema importância, pois eles são os RGs dos seus produtos e serão números únicos no mundo para identificar seus itens comerciais.

O controle desta lista é de responsabilidade da empresa dona do produto, porém, a empresa GS1 Brasil disponibiliza o Cadastro Nacional de Produtos (CNP), uma plataforma gratuita para associados e disponível na internet para gerar o código de barras e ajudar no gerenciamento dos itens comerciais, geração de etiquetas, entre outras funcionalidades.

O CNP é integrado ao CCG – Cadastro Centralizado de GTIN, que é o banco de dados da SEFAZ que contém um conjunto de informações sobre os produtos que possuem código de barras (GTIN) em suas embalagens.

O CCG será utilizado pela SEFAZ para validar as informações as respeito dos produtos com GTIN na NF-e (Nota Fiscal Eletrônica) e na NFC-e (Nota Fiscal do Consumidor Eletrônica).

Ao preencher corretamente o CNP, você garante que os campos da NF-e e da NFC-e relacionados ao GTIN estarão aptos para validação pela Secretaria de Fazenda de seu Estado.

A Alerta Fiscal é especialista em realizar o cadastro de produtos para o varejo com a classificação tributária automática, baseada na legislação atual e no código GTIN (EAN), além de auxiliar na atribuição de novos códigos para seus produtos.

Isso traz mais segurança ao supermercadista, que obtém um cadastro de produtos atualizado com todos os códigos EAN corretos, facilitando a apuração fiscal e gerando economia tributária.

Por Atracto
Fontes: UOL e GS1 Brasil